Necessidade de recomposição de fretes
Na semana que passou, a NTC&Logística divulgou uma nota expressando a necessidade que o setor de transporte rodoviário de cargas tem de reajustar os fretes devido ao impacto da crise internacional em toda a economia nacional e ao fato de as empresas do setor terem arcado, durante o período da crise, com aumento dos custos e minoração nos fretes.
Com a economia recuperada, o momento é de recomposição dos fretes. Em média, a necessidade das empresas é de um reajuste de 15% em suas tarifas, número que é fruto de uma pesquisa realizada com mais de 300 empresas. Durante os meses de retração, as transportadoras precisaram agir para se proteger da queda brusca na demanda com a concessão de descontos aos clientes que, em muitos casos, ultrapassaram os 15%.
O setor, há muito tempo, vem absorvendo aumentos de custos como combustíveis, pedágios e outros insumos vitais para atividade. Especificamente em São Paulo, a falta de mobilidade urbana é um fator negativo para o faturamento das empresas, pois gera atrasos, mais gastos e queda na qualidade dos serviços devido a um sistema viário que não funciona e sempre apresenta congestionamentos e problemas de fluidez.
É imperativo que o mercado entenda que o setor de transporte rodoviário de cargas não pode mais suportar estes aumentos de custos e queda dos valores dos fretes e que este reajuste se faz necessário para que as empresas possam gradativamente recompor suas planilhas.
Reajustes nos fretes não têm sido aplicados desde o recrudescimento da crise, no segundo semestre do ano passado, e este é o momento para fazê-lo, caso contrário haverá uma inviabilidade nas operações das transportadoras. O alerta feito pelo setor é muito importante e o reajuste, crucial.