Diretor da CNT falou sobre renovação de frota no IX Seminário do TRC
A palestra que abriu o IX Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas, ontem, em Brasília, tratou de um assunto muito importante para o desenvolvimento do setor e do Brasil. O diretor da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), Bruno Batista, abordou a questão da renovação de frota e a importância de tratar o assunto de forma séria.
Um estudo apontou que a média de idade dos veículos de transporte brasileiro é muito alta. Cerca de 44% dos caminhões que circulam nas rodovias têm mais de 20 anos. “Isso equivale a quase 600 mil veículos”, afirmou. Desse percentual, 85% está nas mãos dos profissionais autônomos. “Eles têm dificuldade de acesso ao crédito e, portanto, não trocam seu instrumento de trabalho por veículos mais novos, mais tecnológicos e seguros”, completou. Nos primeiros seis meses de 2008 foram realizadas 4.252 operações de crédito, mas a linha de financiamento para as empresas e autônomos não está ajustada às necessidades do setor.
De acordo com Batista, esses veículos, fabricados com motores da fase P1 do Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículo Automotor (Proconvi), não contam equipamentos que controlam a emissão de poluentes. “Esses veículos, cerca de 53%, contribuem para o aquecimento global e para piorar a qualidade de ar nas regiões metropolitanas”. O plano de renovação de frota consolida mecanismos econômicos, financeiros e fiscais com ênfase em crédito ao transportador autônomo e retirada de circulação de veículos antigos. “Não basta comprar veículos novos, temos que retirar de circulação os antigos, por meio da reciclagem dos mesmos”.
“O plano de renovação de frota se faz necessário, pois visa melhorar questões ambientais, sociais, econômicas e de saúde pública”, concluiu.