Caminhões que levam 60% da carga do país sofrem com temporal em SP

Os caminhoneiros também foram vítimas das enchentes que atingiram a região metropolitana de São Paulo na terça-feira (8). Os caminhões que levam 60% da carga do país viraram reféns dos rios Tietê e Pinheiros, que transbordaram, tornando a passagem intransitável em alguns pontos.
Uma transportadora que opera em todo o Brasil não fez nenhuma das quatro mil entregas programadas para terça. A ordem é correr para amenizar o prejuízo, calculado em R$ 2 milhões. Nesta quarta (9), um dia depois do temporal, a água ainda não havia baixado em uma das maiores indústrias de papel do país. Em Caieiras, na região metropolitana, vários produtos ficaram boiando. O prejuízo não foi divulgado.

Em São Paulo, o tempo continuou fechado e até o tradicional bom humor da feira foi deixado de lado. “Sem ter o que vender, muitos feirantes nem vieram. Com a oferta menor, os preços subiram. “O alface custava R$ 1. Agora está por R$ 2”, disse o feirante José França.

A maior parte dos produtos vem da Ceagesp, na Zona Oeste, onde setenta toneladas de frutas aparentemente saborosas foram para o lixo. Elas foram contaminadas na enchente, que inundou a maior central de abastecimento da América Latina.

O grande problema mesmo foi carregar e descarregar os sete mil caminhões que circulam pela Ceagesp todos os dias. Com água acima da altura do joelho, o transporte ficou inviável. “A gente teve um prejuízo maior na paralisação da comercialização, que é em torno de R$ 15 milhões”, contou o gerente da Ceagesp, Vinícius Ferraz.