Importante incentivo à renovação de frota

A prorrogação da isenção de IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) para a compra de caminhões novos até o final de junho de 2010 foi a boa notícia para o setor de transporte rodoviário de cargas na semana que passou. A indústria de caminhões no Brasil ainda se recupera do baque causado pela crise internacional e o incentivo vem em boa hora, não só para reaquecer as vendas das montadoras, mas também para ajudar o Brasil em um ponto muito crítico: a renovação da frota.
Com idade média de 20 anos em todo o País, a frota circulante de caminhões brasileira é bastante heterogênea e conta com muitos veículos com mais de 30 anos circulando pelas ruas, avenidas e rodovias. Sem incentivos ou qualquer motivação para trocar de caminhão, os transportadores, principalmente os autônomos, optaram por manter as velhas máquinas rodando, o que gera situações de grande insegurança nas estradas, com risco de acidentes, quebras freqüentes, problemas na mobilidade e tantos outros males causados pelo tráfego de caminhões muito velhos.

O SETCESP sempre estudou e procurou soluções para o problema da renovação de frota. Há alguns anos, os associados da entidade contam com programas de planejamento e modernização de frotas por meio de dois associados mantenedores, que mantêm grupos de consórcio com excelentes condições para os empresários comprarem os caminhões novos. A entidade fez sua parte para viabilizar a renovação da frota entre seus pares, mas o universo do transporte no Brasil é muito grande.

O governo não fez a parte dele e hoje a frota de caminhões no Brasil é velha, traz riscos e compromete a nossa competitividade em relação a outras nações. Com a isenção do IPI, espera-se que as transportadoras e os caminhoneiros autônomos tenham acesso mais barato aos novos veículos, ajudando a colocar nas ruas caminhões mais novos, mais modernos e principalmente menos poluentes.

O Procaminhoneiro, programa do BNDES para o fomento da compra de novos veículos, tem esbarrado em algumas dificuldades para engrenar e a isenção fiscal para os caminhões vem para ajudar a suprir a falta que este programa fez.

Este exemplo mostra que, se o governo abrir mão da sanha arrecadatória com a qual trata o setor produtivo do Brasil e dar alguns incentivos, os resultados para a economia são enormemente positivos. Ficam o precedente e o bom exemplo.