Geraldo Vianna respondeu as dúvidas do público sobre renovação de frota
O ex-presidente da NTC&Logística e diretor da CNT, Geraldo Vianna, mostrou o olhar político a respeito da renovação e reciclagem de frota. “É importante mostrar ao setor a importância de renovar a frota, que o interesse social, público e ambiental é maior”, afirmou.
Segundo o executivo, o processo de renovação de frota é de grande interesse público, já que serão gastos menos recursos com a saúde pública, visto que o índice de acidentes diminuirá. “Hoje contamos com o apoio das montadoras, por que elas perceberam que o projeto faz questão de preservar os empregos”.
Outro ponto debatido foi a quantidade de poluentes emitidos por veículos fabricados antes de 1992, que não foram incluídos no programa de inspeção veicular. “Temos cerca de 200 mil caminhões rodando com idade superior a vinte anos, e essa frota é tecnologicamente desatualizada, consome muito combustível e não conta com itens de segurança primordiais para a realização de um bom trabalho”, afirma. Para ele, não basta inserir novos veículos nas estradas, tem que haver a reciclagem e o reaproveitamento de peças no mercado, como borracha, óleo, aço, entre outros itens. “Temos que desestimular os motoristas a terem caminhões antigos, isso é importante para a saúde física e econômica deles”, concluiu.
Após as palavras de Vianna, o público pode continuar a enviar questões à mesa, composta também por Luciano Pizzatto, Sandra Regina Rodrigues Klofavsai, Jaime Martins, Mauro Lopes, Bruno Batista, Paulo Sergio Coelho Bedran e Paulo Douglas. Para o deputado Pizzatto, falta visão holística no setor. “Essa é uma oportunidade para falar com todo o mercado de transporte rodoviário de cargas a respeito das questões ambientais que o projeto aplica e também sobre a importância de mostrar à sociedade sua importância e vantagens”, afirmou. Para a diretora de qualidade ambiental do IBAMA, Sandra Klofavsai, o assunto é muito relevante e deve ser tratado com atenção pelas autoridades. “A renovação de frota visa melhorar a qualidade do ar e beneficiar economicamente, socialmente e ambientalmente todos os brasileiros”, concluiu.