A um mês da inauguração, G1 percorre 15 km do trecho Sul do Rodoanel.

A pouco menos de um mês para a inauguração do trecho Sul do Rodoanel Mário Covas, o clima é de pressa no canteiro de obras. Operários e engenheiros trabalham em ritmo frenético para dar conta de todos os detalhes da nova rodovia, que vai ligar Mauá, no ABC, à rodovia Régis Bittencourt e ao trecho Oeste do rodoanel, em Embu.

O G1 percorreu cerca de 15 km dos 57 km do trecho Sul acompanhado por funcionários das empreiteiras e por uma assessora da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A). A viagem começou no km 26 da Anchieta em São Bernardo e terminou em Mauá. Por enquanto, apenas veículos das empreiteiras podem acessar o rodoanel, mas engenheiros responsáveis pelos lotes 1 e 2 da rodovia conduziram a equipe durante o passeio.

Embora os trechos percorridos estejam pavimentados e em alguns pontos até sinalizados, na terça-feira ainda não era possível percorrer toda a extensão de carro. Entre um lote de obras e outro é preciso fazer a travessia a pé. Ainda havia obstáculos, obras em andamento ou concreto sob mantas têxteis, durante cuidadoso processo de secagem. Operários trabalhavam para concluir a emenda final entre lotes.

A rotina dos engenheiros lembra a de noivos na véspera de casamento: um deles disse ao G1 que está quase tudo pronto, mas os pequenos detalhes se avolumam.

Eles falam constantemente no rádio enquanto percorrem o trecho, seja para garantir a liberação de uma subestação de energia ou para providenciar a quantidade de pedra necessária para concluir um pavimento.

A reportagem pôde ver, na parte externa das vigas de sustentação do rodoanel sobre a represa Billings, a instalação da tubulação metálica que, no futuro, vai garantir que produtos perigosos carregados por caminhões fiquem longe das áreas naturais e mananciais. Também estão prontas e cercadas por grades as passagens subterrâneas que garantem a travessia de fauna silvestre.

Operários trabalham ainda na instalação dos cabos elétricos e de telecomunicações da rodovia, construção de praças de pedágio nas saídas em Mauá e em São Bernardo e de obras de arte para interligar bairros como o Recreio da Borda do Campo, em São Bernardo. Em Mauá, na ponta do Rodoanel, a poeira produzida pelos caminhões obriga os vigias a usar máscaras.

Também é possível ver que o Rodoanel vai passar bem perto de favelas e bairros periféricos, isolados da rodovia por obras de terraplenagem e uma mureta de concreto. O novo espaço pavimentado atrai ciclistas, pedestres e praticantes de esportes, mantidos afastados pelos vigias em Mauá. Pelo menos por enquanto, cavalos pastam tranquilamente nas margens e no canteiro central da rodovia.

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